Orquestra Sinfônica do Recife Plays BB#4

Date: 
03/18/2009 - 18:00
Location: 
Brazil: Recife
Work Performed: 
Bachianas Brasileiras #4

Sinfônica encerra festa no Recife
Show marcou o fim das comemorações dos 472 anos da cidade
ALEXANDRE FERREIRA

As comemorações do aniversário de 472 anos do Recife foram encerradas, ontem, no Marco Zero, com a música erudita da Orquestra Sinfônica do Recife. Com regência do maestro Osman Giuseppe Gioia, a Sinfônica apresentou composições austríacas, alemãs, brasileiras e pernambucanas. Mais de duas mil pessoas compareceram à apresentação que teve início às 18h. A orquestra homenageou os 50 anos da morte do compositor Villa-Lobos executando alguns de seus clássicos. Também fez uma homenagem ao austríaco Franz Joseph Haydn, nos 200 anos de sua morte, e ao alemão Medelssohn, nos seus 200 anos de nascimento.

"Hoje, a cidade está mais iluminada. Está para cima. Graças a essa sinfônica, que me fez até colocar bobes no cabelo para vir vê-la", comentou a aposentada Erotildes Carvalho, de 78 anos. O programa começou com a execução do Hino do Recife, do maestro Nelson Ferreira, com arranjos de marcha do maestro Guedes Peixoto e arranjo de frevo de Nilson Lopes.

A Sinfônica lembrou o aniversário das cidades irmãs, Recife e Olinda, executando Recife e Olinda: Duas Cidades, um arranjo do maestro Clóvis Pereira que reuniu três clássicos do frevo pernambucano: Voltei Recife, Elefante de Olinda e Vassourinhas. Na terceira parte do programa, a Sinfônica apresentou o Samba em Prelúdio, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, com arranjo de Osman Giuseppe. A música foi seguida do clássico de Villa Lobos, Bachianas Brasileiras nº 4. De Haydn, foi executado o Andante da Sinfonia nº 94 e, de Medelssohn, a Marcha Nupcial dos Sonhos de Uma Noite de Verão.
Em seguida, foram executadas a Sinfonia da Ópera Fosca, do compositor brasileiro Carlos Gomes e o prelúdio de O Garatuja, de Alberto Nepomuceno. Do maestro Duda, foi executada a Serenata no Capibaribe. A apresentação foi encerrada com duas composições de Chico Science e Nação Zumbi: Monólogo ao Pé do Ouvido, com arranjo de Dadá Melheiros, e Praiera, arranjo de Clóvis Pereira.

FESTA

As comemorações dos 472 anos da cidade do Recife, que tiveram início na última quinta-feira, contaram com shows de orquestras, banda de música e corais, além de apresentações de passistas de frevo, exposição de fotografia e o corte de bolo com 472 quilos. Também foram assinadas ordens de serviço e entregues de obras como presente para a cidade.

Na sexta, teve o corte do bolo, na praça do Arsenal e o palco do Marco Zero recebeu, naquele dia, shows da Orquestra Popular do Recife, Antonio Carlos Nóbrega, Silvério Pessoa com a participação de Fernanda Abreu e Elba Ramalho. No sábado, subiram ao palco a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, Samba Pernambucano com Belo Xis e Ramos Silva e Siba e a Fuloresta.

"Acredito que esse foi um dos aniversários mais comemorados pela população que compareceu a todos os eventos. Além do programa cultural, anunciamos a realização de 140 obras, num investimento de R$ 38 milhões, que irão melhorar consideravelmente a qualidade de vida da população recifense", observou o prefeito João da Costa.
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