Sinfonietta #1 in Paraiba

Date: 
05/14/2009 - 20:30
Location: 
Brazil: Paraiba
Work Performed: 
Sinfonietta #1

Sinfônica Jovem faz concerto em homenagem à Villa-Lobos

Terça, 12 de Maio de 2009 13h52

A Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba (OSJPB) faz seu terceiro concerto oficial da temporada 2009, nesta quinta-feira, dia 14. Desta vez a apresentação será em homenagem aos cinqüenta anos de falecimento do compositor Villa-Lobos.

O concerto, que começa às 20h30, no Cine Bangüê do Espaço Cultural José Lins do Rego, terá a regência do maestro titular Luiz Carlos Durier, com a participação de dois jovens violinistas integrantes da própria orquestra. Tainá de Azevedo e Thiago Formiga vão solar a composição "Concerto grosso op.3, nº 8 em lá menor RV 522 para dois violinos, cordas e baixo contínuo", de Antonio Vivaldi. O concerto faz parte do projeto Quintas Musicais da Funesc e conta com o apoio do Governo do Estado para sua realização. A entrada é franca.

O maestro Luiz Carlos Durier, regente da Jovem, diz que preparou este concerto com um repertório variado com música ligeira romântica, um concerto grosso barroco, um poema sinfônico, um de trilha sonora de filme e a música brasileira de Heitor Villa-Lobos, homenageado da noite, pelos cinqüenta anos de seu falecimento. Ele explica que a apresentação contará também com a participação especial de dois jovens solistas Tainá de Azevedo e Thiago Formiga, talentosos violinistas da própria orquestra.

O concerto inicia com a alegre e divertida "Marcha Militar, Op. 51/1" de Franz Schubert (1797 - 1828). Durier explica que a música foi "originalmente escrita para piano a quatro mãos, ou seja, dois pianistas tocando em um só instrumento. A música é ligeira, recheada de humor e alegria, conferindo aos ouvintes que a noite será muito descontraída. Nesta versão para orquestra de cordas de W. Fischoff apreciaremos uma maior dimensão sonora e timbrística".

O maestro fala sobre a segunda peça a ser executada pela Jovem, composição de Antonio Lúcio Vivaldi (1648 - 1741), o "Concerto Nº. 8 em lá menor RV 522 para dois violinos, cordas e baixo contínuo", em três movimentos: O primeiro é um Allegro jovial onde o diálogo musical é constante, no segundo Larguetto e sipiritoso nos remete a sentimentos de contemplação e resignação. No terceiro a alegria retorna propondo sentimentos de esperança e vitória", diz.

Na peça A Abertura "Os Dez Mandamentos", Durier nos conta que ela "mostra os temas principais do filme épico de Cecil B. Demille, cuja trilha sonora foi confiada a Elmer Bernstein (1922 - 2004). A orquestração de Damiano Cozzella é primorosa e requer uma grande orquestra para exprimir toda a emoção e beleza das melodias que representam sentimentos de paixão, júbilo, medo, morte e vitória".

O concerto prossegue com a música de Heitor Villa-Lobos (1887 - 1959), "Sinfonieta Nº. 1 - À Memória de Mozart" de 1916, na primeira fase de sua extensa carreira musical.

"A obra foi escrita para prestar honra ao mestre de Salzburg, Wolfgang Amadeus Mozart, no entanto, as cores da escrita nacionalista estão presentes nesta simpática obra do compositor que tanto valorizou o seu povo e sua cultura. Os temas parecem brotar de uma brincadeira de roda crianças nos três movimentos, que duram apenas quinze minutos", explica o maestro.

O concerto finaliza com a peça: "Finlândia Op. 26" que tornou o nome de Jean Sibelius(1865 - 1957)conhecido mundialmente. "A obra está na forma de Poema Sinfônico - esquema formal de fundo programático muito desenvolvido durante o período romântico - e foi muito utilizado pelo autor, que desejou evocar através da música estado de ânimo, personagens, paisagens e até mesmo situações dramáticas.

O artista encontrou nesse maleável meio de expressão o veículo perfeito para concretizar sonoramente alguns ideais de compositor nacionalista. Apesar das lendas, todas as melodias foram compostas por Sibelius, não há nada de origem folclórica. O forte desta música são as atmosferas opostas de solenidade e júbilo, sugestões de paisagens finlandesas mergulhadas na obscuridade e da máscula demonstração heróica de seu povo. É um retrato da libertação do domínio czarista no século dezenove", conclui Durier.
As informações são da assessoria de imprensa da Funesc.